É o que se consegue quando em dor.
Eu não vou mais chorar por um mundo vazio e ausente,
pelo descaso e a maldade desmedida que assolam os jovens,
nem pelas BRAVATAS anunciadas em letras maiúsculas por aqueles que deveriam nos representar,
nos proteger.
Não vou me sensibilizar com a morte da humanidade, do sentido da palavra que nos faz humanos.
Não há porque desperdiçar tristeza com o que não pode (e nunca pôde) ser alterado desde antes do início,
O que me machuca é a dor dos inocentes.
O que me fere é o grito dos indefesos.
O que me mata é a morte daqueles que só tinham amor a oferecer.
Para os que restam, vestidos com seus trajes de chiques de carne,
tomando o caro vinho sangrento daqueles que foram ludibriados,
recebam meu desprezo,
e que todo o mal plantado germine como ervas danosas em suas bocas já repletas de veneno.
O meu choro é guardado a quem merece.
E a minha esperança é para com a justiça.
Ela haverá de ser feita.
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