Por que eventos tão simples são capazes de nos fazer acreditar que o futuro acabou e tudo o que nos resta é desistir?
Talvez a resposta seja:
É uma questão de química. Luzes percorrendo linhas imaginárias em nossos cérebros.
Feliz ou infeliz depende da dose certa.
Não, não queira acreditar que dependemos disso, ou que controlamos isso. Mas inegavelmente nós somos isso.
Transístores.
Conduítes.
Resistores.
A energia que conduzimos rege nossa existência.
Aquela que carregamos.
Aquela que deixamos ir.
Aquela que não conseguimos controlar.
Pois não é fácil:
Domar a fera.
Cuspir o veneno.
Expulsar os fantasmas.
E onde estamos errando?
Tudo acontece dentro.
Tudo somos nós.
E se temos o poder de mudar, por que não o usamos?
Quando foi que o medo se tornou nosso senhor?
Eis um fato inegável:
A dor sempre virá.
Nos entregar a ela ou encará-la é uma escolha.
O que podemos fazer de melhor então, quando o mais fácil é se deixar ir?
E eu quero dizer isto:
NÃO.
Eu me recuso.
Revidemos, mesmo em chamas!
Pois é isso que nos faz vivos!
É lutar!
Até que a última centelha imaginária se apague.
O futuro foram os dias que vivemos.
Não desistamos dele.
Foto de Miguel Alcântara na Unsplash

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