É preciso transformar toda essa dor em algo positivo.
Reagir, encontrar uma luta que valha à batalha.
Seguir em direção ao sol, ignorando os fantasmas ocultos em cada lembrança devastadora.
"Viver é lutar", de fato o disse meu avô, no alto de seus mais de noventa anos.
E a gente luta tanto... Perde, ganha, empata...
Eu não me importo de perder, eu não me encaixo nesses parâmetros.
Tirem tudo de mim, mas não me tirem quem eu amo.
Ainda mais de forma injusta. Precoce. Sem sentido. Abrupta.
Eu quero morrer, mas já não vivo há tempos,
sou nada mais que um cadáver teimoso,
que acredita em sonhos fúteis,
e se perde nas mentiras e falsas promessas corriqueiras.
Mas tenho ainda sorte, pois há uma famíia que se importa,
o alicerce que me sustenta.
Quando um deles se vai, toda a estrutura é comprometida.
E minhas paragens mentais se tornam sombras e pesadelos.
O corpo físico chora, incapaz de realizar outra ação.
Mas é preciso transformar toda essa dor em algo positivo.
Quem se foi não volta mais.
Superar o luto talvez seja impossível,
quando a morte era de uma parte sua que habitava outro corpo.
E por que continuo aqui apenas a sofrer?
Eu sei, ainda existem outros que valem... Ainda existe amor.
Ignorem, é o meu egoísmo falando.
Feliz aquele que nunca presenciou o triste fim de alguém que ama.
Em honra a bondade herdada, me refaço com partes defeituosas...
"Viver é lutar".
E não me pergunte porquê,
mas ao que parece...
É preciso transformar toda essa dor em algo positivo.

Comentários
Postar um comentário