É preciso se desconformar, confrontar o vazio, especular o futuro, começar a caminhar. Refazer as engrenagens mesmo do que já havia sido mudado para de novo florescer sonhos e esperanças.
Desenhar novos mapas, respirar fundo até silenciar o mundo. Fugir deste velho conhecido lugar, onde ecoa o sussurro de fantasmas e raízes atam teus pés ao chão, enclausurando-o em pensamentos, fazendo-te refém daqueles mal intencionados.
Soprar novos ares, encontrar diferentes sabores e texturas. A dor e descoberta de prazeres inéditos. E depois mudar de novo, para outros fins e novos recomeços, onde a nascente d´alma deságua.
Até que tudo mude novamente.

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