O rapaz afoito, corria sem rumo,
Se já era louco, não importava o esforço,
Por amor atravessou o rio da morte,
Por favor, roguem pela sua boa sorte,
Seu motivo é justo e sua luta é genuína,
Sente a dor do luto escorrer pela retina,
Mas se ainda houver esperança, ele enfrentará céus e mar,
Ainda que em ultima instância, venha a se desesperar,
Sua amada foi tirada dele, por um traiçoeiro vil,
E tudo o que ele teme é perdê-la nesse ardil,
Após vencer a floresta espinhosa, seus animais e perigos ademais,
Ele chega á residência odiosa, pronto para mais,
Atravessando o portal com força até então desconhecida, avança em sua empreitada,
No interior do castelo infernal, tem a vontade fortalecida e a esperança renovada,
Subindo escadas em vertigem, encontra seres de índole duvidosa,
Seus ataques não o atingem, pois sua habilidade é engenhosa,
Humanas não são, só mais demônios guardiões,
E com fogo e explosões, avança entre as aberrações,
Sangue e suor sobre seu corpo, falta muito pouco agora,
Logo valerá o esforço, ele está perto daquela última porta,
Um imenso quarto, selado por feitiços,
Mas ele fizera um trato, que lhe traria benefícios,
Ao adentrar o aposento, encontrou sua amada, que num trono repousava,
Ele a observou atento, pronto a abraçá-la,
E ela o beijou agradecida, fazendo-lhe juras de amor,
Sua mente entorpecida, os lábios repletos de frescor,
Para em seguida cair, já sem vida, aos pés da majestosa mulher,
"Você veio a mim nobre guerreiro, era mais do que poderia querer".
"Descanse em paz, meu amor, grande conquistador do norte".
"Meu último beijo amoroso selou a sua sorte".
"Você viveu em dignidade e mereceu a sua sina".
"Poucos podem dizer que tiveram tanta glória em vida".
"Vamos juntos meu amado, apressemo-nos antes que nossa embarcação aporte".
"Te levarei com todo meu amor e respeito.
Eu que sou a sua morte".

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