Não vou mais encaixar,
Nem um quarto de mim em ti.
Nem vou me enquadrar na sua caixa escura.
Chega de andar sem sair do lugar.
Rodear seu vicioso círculo.
Escalar a pirâmide não vou.
Observado de cima,
Sem jamais alcançar seu topo.
Agora sou eu que escolho,
E meço as polegadas.
Dedilhadas em meu corpo.
Outros dedos sem esforço.
Fique em seu apogeu etéreo,
Sozinho e branco,
Rico, hétero,
Frio e férreo.
Meus pés agora estão tocando o chão descalços.
Não quero seu luxo e luxúria.
Não me procure de novo em sexo ou sonho.
Nunca mais irei seguir sua estrada de migalhas,
De falsas promessas,
De ouro e prata.
Sou livre e solto,
Com gosto e disposto.
Para ganhar ou perder o mundo,
A mim não importa.
Vivendo ou não uma outra história,
A mim me basta.

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