Como se fora perdida ao vento,
Uma folha a seguir inclemente a trajetória da inescapável gravidade,
Me deixo levar pelos braços do caos impiedoso,
Não ausente de esperança, mas já desgastado da viagem,
Certo de que nunca haverá consciência plena dos porquês,
De antes de mim e de depois que me for,
Haverá ainda um universo explodindo supernovas de gases coloridos,
Que serão tragados por buracos negros,
Enquanto em lugares menos quentes a vida pulsa em arrogante autonomia,
Incerta de sua insignificância para o cosmos,
E plena de sua beleza breve e espetacular.
Ainda não sei onde a folha vai pousar,
Nem o que me espera no futuro,
Além do eterno sono espacial,
E a paz galáctica entre as estrelas no palco onde se encena a eternidade.
Talvez alcance alguns porquês que me acalantem ante o fim.
A folha pousa na relva aleatória.
Uma folha a seguir inclemente a trajetória da inescapável gravidade,
Me deixo levar pelos braços do caos impiedoso,
Não ausente de esperança, mas já desgastado da viagem,
Certo de que nunca haverá consciência plena dos porquês,
De antes de mim e de depois que me for,
Haverá ainda um universo explodindo supernovas de gases coloridos,
Que serão tragados por buracos negros,
Enquanto em lugares menos quentes a vida pulsa em arrogante autonomia,
Incerta de sua insignificância para o cosmos,
E plena de sua beleza breve e espetacular.
Ainda não sei onde a folha vai pousar,
Nem o que me espera no futuro,
Além do eterno sono espacial,
E a paz galáctica entre as estrelas no palco onde se encena a eternidade.
Talvez alcance alguns porquês que me acalantem ante o fim.
A folha pousa na relva aleatória.

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