Parábola de Guerra

Lutou por vontade própria,
Pilotando metal sobre chamas e gritos,
O sangue do irmão lhe sujou a face,
Não apenas um, muitos.

Por vontade própria lutou.
Movido por ímpeto e destemor,
E um senso de dever nele imbuído,
Desde muito cedo,
Desde antes de nascer.

O amor
e a dor e o horror
e o odor

Da guerra.

E ao final não houve redenção,
O mundo não mudou,
E novos soldados continuaram nascendo.

Ele pensou sobre aquele velho senso de dever,
E se questionou sobre ele,
Antes de morrer.

E novos soldados continuam nascendo.



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