Era um dia normal, como tantos sem esperança,
Mas diferente, pois havia chamas sob minha pele.
O mundo queria me mostrar algo,
E havia beleza diante dos meus olhos.
Foi quando vi que a vida poderia ser melhor,
E o fulgor dos acontecimentos não mais me atormentavam.
Derrubando muros e construindo pontes,
Expulsando o medo para o local inóspito de onde nunca deveria ter saído.
Me permiti buscar novos horizontes,
E o futuro voltou a fazer sentido.
Aqueles fantasmas podiam fazer o seu pior,
Mas seus sussurros não mais me atormentavam.
As cores me abraçaram e a luz do sol mostrou o caminho,
Enquanto as sombras da incerteza formaram poeira debaixo dos pés.
Pequenos risos se mesclaram em felicidade incalculável,
Abafando pensamentos cinzas que se dissiparam numa manhã de verão.
Surgiu-me outra presença que transformou a tristeza em alegria,
E me dei conta dos desenganos de uma vida passada.
Percebi que sempre seria possível tentar algo novo,
E que ser sozinho não mais me servia.
(Desde que em comunhão com a reciprocidade).
O mundo podia ainda ser o mesmo, não importava.
Não mais era eu aquele de antes e nem igual era minha alma.
Ainda ouvia os gritos da cidade em ebulição,
Mas suas vozes já não me faziam mal algum.
Era um dia normal, como tantos sem esperança,
...
Imagem retirada do site https://unsplash.com/ (banco de imagens gratuito).

Comentários
Postar um comentário