Qual é o teu emprego, teu estudo, teu sentido, teu quadrado?
Quanto você tem, quanto você vale?
Por que as pessoas têm tanto medo de não ser aquilo que todos os outros querem que elas sejam? E o que essas pessoas realmente poderiam ser se pudessem... espera, elas podem!
Os meus amigos tinham sonhos, eu me lembro! Não faz tanto tempo, éramos jovens, éramos crianças, não importava nossa idade. E os sonhos estavam lá, eu quase podia tocá-los, juro!
Então um dia a gente acorda cinza, com dias e horários e números e metas. Um acúmulo de coisas que levam nossa vida e em troca nos fornecem apenas algo para mostrar aos outros que somos iguais, somos normais, somos padrão.
Eu vejo muitos cinzas e nenhuma outra cor.
Paredes cinzas se fechando em escritórios e asfalto, nos envolvendo em fumaça de carros e cigarros. O esgoto cinza nos polui e ainda queremos mais.
Quem ousa ser feliz, quebrar as correntes cinzas e superar o desprezo nos olhares desbotados e sem vida?
Quem ainda lembra de que um dia teve sonhos?
Honestos, (inclusive consigo mesmos), determinados, criativos, atrevidos, revolucionários, bondosos, assertivos, inteligentes, generosos, altruístas, originais, errantes, boêmios, libidinosos, alegres, transgressores...
Quem tem coragem de mudar?
É tudo uma grande desconstrução social.

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